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Dossiê

v. 15 n. 1 (2026): Janeiro-Dezembro

Ensino de história, interculturalidade e cinema: possibilidades de abordagem para o ensino-aprendizagem desde o protagonismo indígena

DOI
https://doi.org/10.20949/rhhj.v15/1371
Enviado
junho 30, 2025
Publicado
2026-11-04

Resumo

Neste artigo, partimos da interculturalidade crítica e da pedagogia decolonial e refletimos sobre cinema e o ensino-aprendizagem da história escolar com foco na questão indígena. Consideramos o contexto dos últimos 20 anos, período em que a América Latina se tornou terreno fértil para políticas afirmativas e de memória, o que gerou forte reação, culminando na emergência de negacionismos históricos e na ampliação das violências interseccionais nas escolas e universidades. Para tanto, retomamos os trabalhos de Catherine Walsh, propondo um diálogo com intelectuais que discutem interculturalidade e decolonialidade nas normativas para a educação no Brasil, e apre sentamos os filmes Teko Haxy – Ser imperfeita (Brasil, 2018), Yõg ãtak: Meu Pai, Kaiowá (Brasil, 2024) e La teta asustada (Peru, Espanha, 2009). Consideramos que essas obras oferecem grande potencial pedagógico intercultural e tratam do direito à autorrepresentação que as produções audiovisuais dos povos indígenas expressam.

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