Este artigo analisa a fundamentação epistemológica do ensino de História na perspectiva da interculturalidade crítica e da hermenêutica filosófica de Hans-Georg Gadamer. Na primeira parte, apresenta-se o ordenamento jurídico brasileiro dos direitos das crianças e dos adolescentes, com ênfase nos processos de colonialidade que estão naturalizados através do adultocentrismo e das práticas menoristas. A segunda seção considera a relação entre esses direitos e o ensino de História, sinalizando a aula que transcen de a colonialidade do tempo para priorizar conteúdos que sirvam ao desenvolvimento social. A terceira parte discute o ensino de História orientado pela interculturalidade crítica e defende a relação dialógica em sala de aula fundamentada na hermenêutica filosófica. Com isso, os resultados apontam que a abordagem didático-hermenêutica se revela como uma estratégia de superação da colonialidade do saber.